O DENTROD’ARTE recebe um outro convidado muito especial: Renato Pedrekal – meu amiguirmão de infância, parceiro de estradas e vivências e, nos últimos quatro anos, também compadre (sou o dindo da sua Hanna Clara, que faz 4 aninhos no dia 19 de junho próximo). Ele é, sem dúvida, uma das pessoas mais sensíveis e espiritualizadas que eu conheço. Sua sensibilidade para as artes (a música, a literatura e o cinema, com mais veemência) e para a percepção dos meandros da alma é de uma agudeza impar. Embora seja um baiano de Salvador, um amante do litoral, Renato é também um boanovense das montanhas, já que sempre fez de Boa Nova (a minha terra natal) a sua terra natal de coração. Foi nesse dueto entre o mar e as serras que nasceu a sua (e a minha também!) paixão por Minas e sua música. Desde antes dos 10 anos já ouvíamos extasiados as pérolas de Milton, Beto, Lô e dos outros grandes poetas do Clube da Esquina. No texto a seguir Renato (que também é um exímio poeta, compositor e instrumentista) desnuda sua profunda admiração por este Clube invisível, mas por demais concreto na vida de milhares de brasileiros e estrangeiros. Certa vez ele me disse que foi a música mineira uma das principais motivações da sua mudança de Salvador para Belo Horizonte. Algo que, inclusive, o instigou a trocar e-mails com Fernando Brant – um dos grandes mestres deste movimento poético-musical das Gerais. Aproveito a oportunidade para deixar aqui uma dica para os internautas que queiram saber mais sobre essa fantástica turma mineira. Não deixem de conferir o Museu Clube da Esquina (www.museuclubedaesquina.org.br). |