
Estrada Francisco Assis de Souza Castro
Era apenas um vira-latas E o amigo dele, um mendigo Nome... nenhum deles tinha Mas seguiam na mesma estrada Donos de um mesmo destino
Se o acaso jogava-lhes migalhas Das migalhas se compraziam Já que a fome compartilhavam Com o mesmo prazer e avidez De quem consome um banquete
Mas a grande reserva de fartura Que a fome lhes saciava Era o lixão das cercanias Que tinha muita comida Que da pujança sobrava
Até que um dia no aterro Dois corpos foram encontrados Do vira-latas e do seu dono De duas coisas sem nome Que no mundo tinham passado
Foi ali mesmo a sepultura Para que pompas? Afinal A morte limita a vida, O sonho, a fortuna, a grandeza E vai nivelando os mortais.
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